Istambul, uma mistura interessante de ocidente e oriente

Istambul, na Turquia, é uma cidade milenar, rica em história e tradições.

Fez parte do Império Romano, sendo a capital do império no oriente, com o nome de Constantinopla. Depois ela fez parte do Império Otomano, mudando o nome para Istambul.

Ela  ocupa ambas as margens do Estreito de Bósforo, sendo a única cidade que fica em dois continentes (Europa e Ásia). A cidade é uma mistura interessante de ocidente e oriente.

Simplesmente andar por Istambul já é uma experiência diferente, principalmente se essa for sua primeira vez em um país mulçumano. O skyline é repleto de minaretes (as torres finas das mesquitas) e abóbodas das mesquitas.

Cada bairro tem suas características. No centro histórico, também chamado de península histórica, estão algumas da mais belas e grandiosas construções da cidade, entre elas, a Hagia Sofia, a Mesquita Azul e a Cisterna da Basílica.

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Hagia Sofia

A Hagia Sofia se vê de longe e quando se chega perto… é de arrepiar.

Ela foi  construída entre os anos de 532 e 537 d.C. durante o Império Bizantino, para ser a catedral de Constantinopla. O edifício foi igreja católica até se transformar em mesquita em 1453 e ficou assim até 1931. Em 1935, ela reabriu como um museu.

Famosa por sua cúpula (domo) que forma um enorme vão livre e os mosaicos de fundo dourado com imagens religiosas, ela é um dos principais modelos de construção em estilo bizantino. Ela foi a maior catedral do mundo por quase mil anos.

Na transformação para mesquita, os sinos, o altar, as imagens e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por gesso e mármore. Diversas características islâmicas e quatro minaretes foram incorporados. Os mosaicos do chão e das paredes estavam cimentados desde 1453 e agora estão sendo escavados.

Procure por lá: uma parede tem marcas da cruz que ali ficou por séculos. Também tem uma coluna com um furo, onde os visitantes fazem fila, diz a lenda que ao encaixar o dedão e dar uma volta, seu pedido será realizado.

Curiosidades: o ponto mais alto do vão está a 55,6 metros do chão e o diâmetro do vão é em torno de 31 metros. Há círculos gigantes pendurados na colunas escrito em árabe os nomes de Alá, Maomé, dos quatro primeiros califas e de dois dos netos de Maomé.

Mesquita Azul

Essa mesquita fica em frente a Hagia Sofia, elas são separadas por uma praça gramada e muito florida. Foi construída pelo Sutão Ahmed I, no começo dos anos 1600, com o objetivo de ser maior, mais importante e mais bonita do que a Hagia Sofia.

A mesquita é branca por fora e revestida com azulejos e vitrais azuis. Não há figuras no interior, são arabescos e nomes dos profetas em árabe. A iluminação é feita por lâmpadas presas em suportes de ferro.

A entrada é pelo jardim central. Os turistas ficam em uma área reservada, no fundo.

Para entrar em qualquer mesquita é necessário tirar os sapatos e as mulheres devem cobrir a cabeça.

Dica: levar um lenço grande dentro da bolsa, pois se a mulher não o tiver, o porteiro irá emprestar um lenço da mesquita.

Cisterna da Basílica

A Cisterna da Basílica é subterrânea e foi construída na mesma época da Hagia Sofia, por volta dos anos de 532, para armazenar água.

Quando descemos as escadas a experiência começa… o ambiente é escuro, com iluminação alaranjada na base das colunas, água que reflete a luz e arcos no teto. Parece realmente uma catedral subterrânea, emociona!

São 336 colunas, sendo duas delas com a pedra base esculpida a cabeça da Medusa. Não se sabe a origem dessas duas cabeças, acham que elas foram removidas de algum prédio do período romano. Diz a lenda que uma foi colocada invertida (de cabeça para baixo) e outra de lado, para neutralizar o seu poder e não transformar em pedra as pessoas que olharem em seus olhos…

 

Esses três lugares são visitas obrigatórias, pois são impressionantes e imaginar como eles construiram tudo isso há muitos séculos atrás.

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